O que devemos aprender com os poliglotas?


O comportamento de indivíduos poliglotas é fator decisivo na sua capacidade cerebral. O que devemos aprender com os poliglotas?

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Não se pode dizer que aprender um novo idioma é fácil, mas algumas pessoas conseguem isso mais rápido. Já ouviu falar dos poli ou hiperiglotas? Eles falam várias línguas e são capazes de usá-las em um mesmo discurso.

Incrível, não é mesmo?  Mas qual é o segredo? O que podemos e devemos aprender com os poliglotas?

Seja por necessidade profissional, interesse pessoal ou para morar fora, muitos tentam diferentes métodos, escolas e técnicas para aprender um novo idioma.

Nem todos conseguem a fluência em pouco tempo. Alguns desistem no meio do caminho. Outros levam anos para estabelecer uma longa conversa no idioma que aprenderam.

O que torna os poliglotas aprendizes diferentes dos inúmeros estudantes do mundo?

Bem, para isso, vamos conhecer mais sobre como os poliglotas aprendem.

O que torna um indivíduo poliglota?

Quem é fluente em mais de 6 línguas é considerado um hiperiglota. Este termo foi definido em 2003 por Richard Hudson.

Mas como é possível ser fluente em 6 línguas?

O grande diferencial do poli/hiperiglota é a capacidade de armazenar todas as línguas que aprendeu e conseguir acessá-las quando quiser.

Estudos apontam que quanto mais cedo você tiver contato com outro idioma, melhor será seu desempenho.

No entanto, como explicar os poliglotas? Mesmo depois de adultos são capazes de apresentar bons resultados, aprendendo um idioma do zero.

Por muito tempo acreditou-se que ser poliglota envolvia mais fatores genéticos do que comportamentais.

Como se algo neurológico os tornasse diferentes dos demais seres humanos.

O que é possível dizer, depois de muitos estudos, é que há um elemento básico no comportamento dos poliglotas.

Uma característica que contribui para o bom funcionamento da área do cérebro que transforma informações temporárias em permanentes – a memória ativa e a de longo prazo.

Você sabe o que é?

Pense em algo óbvio e simples: A motivação de aprender um novo idioma.

Isso mesmo. Aprenda com os poliglotas!

A motivação aumenta o foco e consequentemente acelera o aprendizado, porque você está aplicando esforço e atenção na atividade.

Como os poliglotas aprendem?

Além de manterem a motivação em aprender novos idiomas, os poliglotas conseguem conciliar vários sentidos e estratégias para o aprendizado.

Há um trabalho em conjunto entre o visual, o cinestésico, o auditivo, as palavras e conceitos.

Eles criam relações entre o som, o conceito da palavra e o contexto. Memorizam uma frase em que a palavra foi usada (por exemplo) e praticam muito.

Mas também, há outras estratégias muito básicas e que você provavelmente já ouviu/leu por aí.

Primeiramente, os poliglotas encaram o aprendizado do idioma como uma atividade prazerosa. E costumam organizar-se para aprender o idioma por partes.

Eles aprendem um número pequeno de palavras e estruturas e as praticam até dominar. Depois partem para outro grupo e assim sucessivamente.

De início eles buscam aprender as palavras-chave do idioma, como por exemplo, os verbos mais usados, pronomes pessoais e vocabulário do dia a dia.

Assim, em pouco tempo eles são capazes de montar frases e conversar com nativos.

Além disso, os poliglotas buscam fazer associações do que aprendem com coisas que os ajudem a lembrar da informação. Quase que como macetes para não esquecer o que aprenderam.

Estas associações podem ser feitas entre a língua materna, tarefas do cotidiano, objeto que remeta a alguma palavra e várias outras possibilidades.

Outro comportamento fundamental do poliglota é fazer imersão no idioma. Ler muito. Ouvir muito. Falar muito.

Parece óbvio, mas, quanto mais contato você tiver com a língua, mais rápido será seu progresso.

Não pense que um poliglota tem medo de falar. Ele arrisca mesmo que a pronúncia não seja perfeita e o vocabulário ainda não seja tão vasto como ele gostaria.

Por último, mas NUNCA menos importante. Poliglotas criam uma rotina de aprendizado. Estudam um pouco todos os dias e revisam periodicamente as línguas que já aprenderam.

Percebeu como não é nada surreal e extraordinário? Com boas práticas e determinação você também pode se tornar um poliglota.

Já imaginou saber 64 línguas, 11 dialetos e conseguir se comunicar usando 7 idiomas ao mesmo tempo?

De acordo com o Guinness Book, o americano Gregg Cox consegue.

O que nos diz um poliglota?

Mas não vá você pensar que só os gringos são poliglotas.

Você conhece o hiperiglota brasileiro Carlos do Amaral Freire?

Ele conhece mais de 130 línguas e já traduziu textos em vários idiomas.

Em entrevista à rádio da Universidade Federal de Santa Catarina, Carlos afirma que “todas as línguas são difíceis. Não existe língua fácil.”

Relata ainda que é difícil dominar completamente um idioma, mesmo a língua materna.

No entanto, existem técnicas que auxiliam nesse processo de aprendizado. Como por exemplo, usar estrategicamente a equivalência das línguas.

Ele explica que línguas oriundas do latim tem estruturas semelhantes. Então, como você conhece o Português deve prestar atenção nas semelhanças com o Espanhol, Italiano, Catalão, Romeno, Francês.

Isso ajuda a memorizar o idioma e saber usá-lo mais rápido.

Mas atenção, a dica é usar estrategicamente a semelhança, isso não significa que se você fala Português, você sabe Espanhol. É preciso estudar.

Outro comportamento interessante para aprendermos com o poliglota é que, há 55 anos ele estuda sistematicamente 2 línguas por ano.

Parece algo muito distante da realidade, porém, o que podemos perceber é que com determinação e metas claras, assim como ele faz, é possível.

A dica que ele dá para conseguir este feito é aprender primeiro a língua falada, ter o máximo de contato com nativos.

Ou seja, entender o uso cotidiano do idioma e depois estudar a gramática.

“Mas, espera! Não é assim que aprendemos a língua materna?”

Mas afinal, o que devemos aprender com os poliglotas?

Muita informação até aqui. Para resumir e não ficar nenhuma dúvida, listei 5 coisas que devemos aprender com os poliglotas.

– Abandonar a ideia de que para falar vários idiomas é necessário um QI alto.

– Mudar a forma como nos relacionamos com o novo idioma.

– Criar uma rede de associações para desenvolver a memória.

– Manter a motivação no aprendizado.

– Falar, falar e falar. E estudar.

Como desenvolver a memória?

Não só para potencializar seu aprendizado de idiomas, mas usar melhor a capacidade do seu cérebro.

Sugiro que você conheça o livro: “A Arte e a Ciência de Memorizar Tudo”.

O autor, jornalista Joshua Foer, após acompanhar o Campeonato de Memória do Estados Unidos, notou que os concorrentes eram pessoas dedicadas a treinamentos e não mentes extraordinárias.

Então, resolveu desafiar-se a aprender os métodos e estratégias para memorizar uma grande quantidade de informação.

No livro, ele fala sobre suas experiências durante este processo, o que faz valer muito a leitura.

Você sabia que exercitar o cérebro com idiomas retarda doenças como Alzheimer e demência?

Então, fica a dica.

Agora que você já aprendeu como fazem os poliglotas, use as dicas para aprender um novo idioma.

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Espero que tenha gostado deste artigo.

Até a próxima.

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