Você conhece as Fases do Capitalismo?


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O que vem à sua cabeça quando pensa em Capitalismo? Talvez pense em grandes empresas americanas e cifras bilionárias. Mas e além disso? Você sabe quais são as fases do capitalismo?

Qual a origem? Quais elementos influenciaram o capitalismo a ter a força mundial que tem hoje?

Bem, talvez você não saiba, mas as fases do capitalismo costumam cair em provas de Concursos e Enem.

Seja em Geografia, História, Sociologia ou Conhecimentos Gerais, as fases do capitalismo não devem ficar de fora do seu plano de estudos.

Portanto, é importante que você busque o conceito nas diversas áreas durante a preparação.

E para facilitar este processo, montamos um resumo com as principais informações das fases do capitalismo para você.

Leia as teorias, pratique em exercícios e use este resumo para rever quantas vezes for necessário para não esquecer.

O capitalismo em poucas palavras

O capitalismo é um modo de produção com origem orgânica segundo os estudiosos. Ou seja, que nasceu, vem crescendo e evoluindo com as modificações da humanidade.

O capitalismo pode ser considerado um sistema que se apresenta de forma diferente ao redor do mundo. Isso significa que os vários países capitalistas não agem todos da mesma forma.

O capital privado, o Estado e os trabalhadores são os elementos que fazem com que este sistema/modo de produção funcione.

Já as bases do capitalismo são: o lucro, a propriedade privada e a divisão de classes.

“OK! Entendi!”

Mas, não é só isso que você precisa saber.

A partir do século XIV, algumas relações comerciais foram surgindo. O que podemos dizer que foi o “nascimento” do capitalismo.

Conheça as fases do capitalismo para entender melhor como funciona este modo de produção.

Capitalismo comercial – séc XIV a XVIII

Neste período as relações se davam por troca comerciais. O interesse das grandes nações era conseguir metais, pedras preciosas e especiarias.

As grandes navegações proporcionaram aos europeus acesso a diversos produtos diferentes do que havia no país de origem.

A burguesia, importante política e economicamente para o período, acumulou capital por meio da troca e do comércio.

Por isso, considera-se como capitalismo comercial a primeira fase do capitalismo.

Além disso, a primeira Divisão Internacional do Trabalho se dá no período colonial, em que a metrópole retirava a matéria prima da colônia e em troca a colônia recebia os produtos manufaturados.

Para você lembrar dessa relação, grave que Portugal, enquanto metrópole, retirava matéria prima do Brasil (colônia).

Anos mais tarde, a Crise de 1929 foi combustível para adaptações no capitalismo.

Neste período surgem também diferentes modos de pensar o capitalismo e formas de mantê-lo em funcionamento, como por exemplo, as propostas neoliberalistas.

Tem-se então, dois outros momentos importantes na história do capitalismo: o capitalismo industrial e o capitalismo financeiro.

Capitalismo industrial – séc XVIII a XIX

Nesta segunda fase do capitalismo, o lucro não estava mais baseado no comércio, mas sim na produção industrial.

A primeira Revolução Industrial não alterou apenas o modo de produção, mas também a geografia das cidades.

Muitos trabalhadores rurais passaram a morar na cidade, exercendo funções nas indústrias. E para que este processo funcionasse, foi necessário criar relações trabalhistas, como empregado e empregador, salário, carga horária, entre outros.

Os funcionários passaram a trocar as horas de trabalho nas fábricas por dinheiro. Diferente da primeira fase, em que a colônia recebia bens manufaturados em troca da matéria prima.

O salário, consequentemente, mantinha os empregados motivados ao trabalho e também aptos a consumirem os produtos que o mercado oferecia.

Afinal, era necessário ter quem comprasse os industrializados para que as empresas produzissem mais e a economia girasse.

Assim portanto, na Divisão Internacional de Trabalho nesta fase, a colônia deixa de ser apenas o fornecedor de matéria prima, como também, passa a ser o mercado consumidor dos bens manufaturados produzidos pelas indústrias das grandes cidades.

Aqui as ideias do liberalismo retiraram a intervenção do Estado nas relações econômicas. Portanto, o mercado e o preço dos produtos eram regulamentados pela oferta, procura e livre concorrência.

Como este conteúdo é cobrado nas provas?

Como disse na introdução, este tópico pode ser cobrado em diversas áreas, por isso, estude-o de forma interdisciplinar.

Na questão abaixo, você vai perceber como essa estratégia faz a diferença para selecionar a alternativa correta.

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Capitalismo financeiro / monopolista – final do séc XIX e início do séc XX

O uso do motor de combustão interna a base de petróleo, o uso do aço e a eletricidade foram grandes inovações para o período, o que contribuiu para o crescimento das empresas.

Este crescimento também aumentou a concorrência e a centralização de capitais, favorecendo as grandes empresas, que neste período formaram monopólios.

Além de comprar pequenas empresas concorrentes, neste período, também surgiram as empresas com formato holding. Ou seja, uma empresa detém várias marcas, simulando concorrência aos consumidores.

Outra informação relevante nesta terceira fase é que os bancos e as indústrias estabeleceram relações mais próximas, surgindo, por exemplo, o mercado de ações e os empréstimos.

As empresas buscavam investimento para aumentar a produção e competitividade, e para conseguir os recursos necessários abriram para venda parte de suas empresas: as ações.

Desse modo, as relações de Divisão Internacional do Trabalho novamente mudaram. Agora os países subdesenvolvidos assumem o lugar da colônia e os países desenvolvidos ocupam o lugar da metrópole.

Isto porque países com melhores condições vendem o que produzem nos países subdesenvolvidos.

Para ficar mais claro, os países desenvolvidos enviam empréstimos e produtos industrializados aos subdesenvolvidos e em troca recebem mercado consumidor, juros sobre os pagamentos e matéria prima com as exportações.

Quer complementar a discussão sobre as relações de trabalho? Então acompanhe esta aula de Sociologia.

Capitalismo informacional – atual

A revolução técnico científica, ou terceira revolução industrial como muitos dizem, fez com que o capitalismo passasse por outra adaptação.

A globalização colaborou para esta fase do capitalismo, bem como a dispersão da indústria, a melhoria do transporte e o acesso à informação rápida e de qualquer lugar.

O lucro agora também é possível a partir de informação e dados, não só da venda de produtos industrializados.

As grandes empresas tornaram-se internacionais e expandiram suas fábricas para países subdesenvolvidos, onde é possível encontrar mão de obra mais barata e potencializar a produção.

O que gerou consequências na Divisão Internacional do Trabalho.

Os países periféricos recebem bens de alta tecnologia, empréstimos e investimentos. E em troca enviam os produtos industrializados e pagamentos de juros aos países centrais.

A robótica agilizou muitos processos, porém afetou as taxas de desemprego e criou profissões nunca imaginadas em fases anteriores.

Para compreender mais o capitalismo informacional é fundamental estudar sobre Globalização.

Guarde este material para futuras revisões e continue acompanhando o blog da Kultivi.

Até a próxima.

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